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Climatério e Menopausa

Sintomas, fases e tratamentos — hormonais e não hormonais. Uma avaliação completa para você atravessar essa fase com saúde, energia e qualidade de vida.

  • Ondas de calor e suores noturnos
  • Sono, humor e concentração
  • Libido e saúde íntima
  • Ossos, coração e metabolismo
Mulher madura sorrindo, com bem-estar no climatério
Consulta de 1 horaescuta, exames e plano individual

As fases

Uma transição, três momentos

Cada fase tem cuidados próprios — e é possível começar a se cuidar em qualquer uma delas.

  1. 01

    Perimenopausa

    Os ciclos ficam irregulares e os primeiros sintomas aparecem — em geral a partir dos 40 a 45 anos. Ainda é possível engravidar.

  2. 02

    Menopausa

    A última menstruação, confirmada após 12 meses seguidos sem ciclos — em média entre os 48 e os 51 anos.

  3. 03

    Pós-menopausa

    Os anos seguintes: alguns sintomas melhoram, e cresce a importância de cuidar dos ossos, do coração e do metabolismo.

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O climatério é uma fase natural da vida da mulher — e, para muitas, também uma das mais desafiadoras. Ondas de calor, noites mal dormidas, mudanças de humor, ressecamento vaginal e alterações no corpo costumam aparecer justamente num momento de muitas responsabilidades, e não raro são tratados como algo que “é assim mesmo”.

Não precisa ser. Entender o que está acontecendo com o corpo é o primeiro passo para escolher, com segurança, o cuidado certo para cada fase. A seguir, o Dr. Wiler Costa, ginecologista com atuação em climatério e menopausa, explica as fases, os sintomas e as opções de tratamento.

O que é o climatério?

O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva da mulher. Ele acontece porque os ovários diminuem, de forma gradual, a produção de hormônios — principalmente o estradiol e a progesterona.

Essa transição costuma começar por volta dos 40 a 45 anos e se estende por alguns anos depois da última menstruação. Não é uma doença: é uma fase da vida. Mas as mudanças hormonais podem trazer sintomas que interferem no bem-estar e, a longo prazo, aumentar o risco de algumas condições de saúde — por isso merece acompanhamento.

O que é a menopausa?

A menopausa é um marco dentro do climatério: é a última menstruação da vida da mulher. Como só dá para ter certeza depois, o diagnóstico é feito quando a mulher completa 12 meses seguidos sem menstruar, sem outra causa que explique a ausência dos ciclos.

No Brasil, a menopausa acontece, em média, por volta dos 48 aos 51 anos. Algumas situações pedem atenção especial:

  • Insuficiência ovariana prematura: quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos. Exige investigação e, em geral, tratamento hormonal para proteger ossos, coração e cérebro.
  • Menopausa precoce: entre os 40 e os 45 anos — também merece avaliação individual.
  • Menopausa cirúrgica ou induzida: após a retirada dos dois ovários ou alguns tratamentos, como quimioterapia. Os sintomas costumam começar de forma mais abrupta.

As fases: perimenopausa, menopausa e pós-menopausa

  • Perimenopausa: os anos que antecedem a última menstruação. Os ciclos ficam irregulares — mais curtos, mais longos ou com fluxo diferente — e os primeiros sintomas podem aparecer. Ainda é possível engravidar.
  • Menopausa: a última menstruação, confirmada após 12 meses sem ciclos.
  • Pós-menopausa: todos os anos seguintes. Alguns sintomas melhoram com o tempo, enquanto cresce a importância de cuidar dos ossos, do coração e do metabolismo.

Sintomas mais comuns do climatério

Cada mulher vive essa fase de um jeito: há quem quase não sinta diferença e há quem tenha a rotina profundamente afetada. Os sintomas mais frequentes são:

Ondas de calor e suores noturnos

Os fogachos são sensações súbitas de calor no rosto, pescoço e tronco, muitas vezes acompanhadas de vermelhidão, suor e palpitação. À noite, podem interromper o sono várias vezes. Saiba mais no artigo sobre fogachos na menopausa e seu tratamento.

Sono, humor e concentração

Insônia, irritabilidade, ansiedade, tristeza, cansaço e dificuldade de memória e concentração — a chamada “névoa mental” — são queixas comuns e muitas vezes subestimadas.

Ressecamento vaginal e sintomas urinários

A queda do estrogênio afeta os tecidos da vulva, da vagina e da bexiga. Ressecamento, ardência, dor na relação sexual, urgência para urinar e infecções urinárias de repetição fazem parte da síndrome geniturinária da menopausa — que, diferentemente dos fogachos, tende a piorar com o tempo se não for tratada. Leia também sobre ressecamento vaginal na menopausa.

Libido e vida sexual

A diminuição do desejo pode ter várias causas ao mesmo tempo — hormonais, físicas, emocionais e do relacionamento — e merece ser conversada sem constrangimento na consulta.

Corpo e metabolismo

Aumento da gordura abdominal, perda de massa muscular, dores articulares, pele mais fina e seca e queda de cabelo podem surgir ou se intensificar nessa fase.

Ossos e coração: as mudanças silenciosas

Após a menopausa, a perda de massa óssea se acelera e o risco cardiovascular aumenta. Essas alterações não dão sintomas no início — por isso o acompanhamento com exames é tão importante.

Quanto tempo duram os sintomas?

A duração é muito variável. Estudos mostram que as ondas de calor duram, em média, cerca de sete anos, e em parte das mulheres passam de dez anos. Já os sintomas geniturinários costumam persistir ou progredir se não forem tratados. Veja mais em quanto tempo dura a menopausa.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria das mulheres acima dos 45 anos, o diagnóstico do climatério é clínico: baseia-se na idade, no padrão dos ciclos e nos sintomas. Dosagens hormonais nem sempre são necessárias — elas ajudam em situações específicas, como suspeita de menopausa antes dos 45 anos, mulheres que retiraram o útero ou que usam métodos hormonais.

A consulta também é o momento de fazer um check-up completo, que pode incluir, conforme cada caso:

  • Colesterol, glicemia, função da tireoide e outros exames de sangue
  • Mamografia, exame preventivo (Papanicolau) e ultrassonografia, quando indicados
  • Densitometria óssea, para avaliar o risco de osteoporose
  • Avaliação da composição corporal (massa muscular e gordura), quando indicada

Tratamentos para climatério e menopausa

Não existe um tratamento único que sirva para todas. O plano é construído a partir dos sintomas, do histórico de saúde, dos exames e das preferências de cada mulher — e pode combinar diferentes recursos.

Terapia hormonal

A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para as ondas de calor e os suores noturnos, além de ajudar no sono, no ressecamento vaginal e na prevenção da perda óssea. Mulheres que ainda têm útero usam estrogênio associado a um progestagênio, para proteger o endométrio.

Os hormônios podem ser usados por diferentes vias — gel ou adesivo na pele, comprimidos, aplicação vaginal ou implantes — e a escolha depende de cada caso. De forma geral, a relação entre benefícios e riscos é mais favorável quando o tratamento começa antes dos 60 anos ou nos primeiros dez anos após a menopausa. Saiba mais sobre reposição hormonal e sobre o implante hormonal.

Quando a terapia hormonal não é indicada

Algumas condições contraindicam ou exigem muita cautela com o uso de hormônios — como histórico de câncer de mama ou de endométrio, trombose, AVC ou infarto, doença do fígado em atividade e sangramento vaginal sem diagnóstico. Nesses casos, e para quem prefere não usar hormônios, existem alternativas.

Tratamentos não hormonais

Há medicamentos não hormonais com eficácia comprovada para reduzir as ondas de calor, além de estratégias para o sono, o humor e a saúde íntima. A indicação é sempre individual.

Saúde íntima

Para o ressecamento e a dor na relação, as opções incluem estrogênio vaginal em baixa dose, hidratantes e lubrificantes e o laser íntimo de CO2, que estimula a renovação dos tecidos.

Nutrologia, exercício e composição corporal

Alimentação adequada, ingestão suficiente de proteínas, cálcio e vitamina D, treino de força e sono de qualidade são pilares do tratamento — ajudam a preservar a massa muscular e óssea, controlar o peso e reduzir o risco cardiovascular. Conheça a nutrologia na menopausa e o acompanhamento para emagrecimento e performance.

Como é o acompanhamento com o Dr. Wiler

A consulta dura cerca de uma hora. Há tempo para ouvir sua história, entender os sintomas e os objetivos e explicar, de forma didática, cada opção terapêutica — com seus benefícios, riscos e alternativas. O plano é decidido em conjunto e revisto nos retornos, com ajustes de dose e exames de acompanhamento.

O Dr. Wiler une a ginecologia à nutrologia para olhar a saúde da mulher de forma integral: hormônios, metabolismo, ossos, saúde íntima e qualidade de vida. O atendimento é particular, no Brooklin e em Moema, em São Paulo, com opção de teleconsulta. Veja como funciona o atendimento.

Quando procurar um ginecologista?

Vale agendar uma avaliação se você:

  • Tem ondas de calor, suores noturnos ou insônia que atrapalham a rotina
  • Percebeu mudanças no humor, na memória, na disposição ou na libido
  • Sente ressecamento vaginal, dor na relação ou tem infecções urinárias frequentes
  • Está com os ciclos irregulares depois dos 40 anos
  • Parou de menstruar antes dos 45 anos
  • Teve qualquer sangramento depois de já estar na menopausa — este sinal precisa sempre ser investigado
  • Quer cuidar da saúde dos ossos, do coração e do metabolismo nos próximos anos

O climatério é uma fase de mudanças, mas também pode ser o início de um novo cuidado consigo mesma. Com informação e acompanhamento, é possível atravessá-lo com mais equilíbrio, energia e qualidade de vida.

Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Responsável técnico: Dr. Wiler Costa Faria Júnior — CRM-SP 195343 · RQE 76874.

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Muitos desses sinais têm tratamento — e nenhum deles precisa ser encarado como “normal da idade”.

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Dúvidas frequentes

Climatério e menopausa: perguntas comuns

Com que idade começa o climatério?

Os primeiros sinais costumam aparecer entre os 40 e os 45 anos, e a menopausa acontece, em média, entre os 48 e os 51 anos. Sintomas ou parada da menstruação antes dos 40 anos merecem investigação.

Ainda posso engravidar no climatério?

Sim. Enquanto não se completam 12 meses seguidos sem menstruar, ainda pode haver ovulação. Por isso, o método contraceptivo deve ser mantido até a orientação médica.

Toda mulher precisa de reposição hormonal?

Não. A indicação depende dos sintomas, do histórico de saúde, dos exames e dos objetivos de cada mulher. Algumas se beneficiam muito da terapia hormonal; outras não têm indicação ou preferem alternativas não hormonais — e também há opções para elas.

A reposição hormonal causa câncer?

Os riscos dependem do tipo de hormônio, da dose, da via de uso, do tempo de tratamento e do histórico de cada mulher. Por isso a decisão é individual, discutida em consulta, e o acompanhamento inclui exames periódicos, como a mamografia.

A menopausa engorda?

As mudanças hormonais favorecem o acúmulo de gordura abdominal e a perda de massa muscular. Com alimentação adequada, treino de força, sono de qualidade e acompanhamento médico, é possível controlar essas mudanças.

Posso fazer o acompanhamento por teleconsulta?

Sim. Além do atendimento presencial no Brooklin e em Moema, há a opção de teleconsulta. A equipe orienta se o seu caso pode ser conduzido on-line ou se a primeira avaliação deve ser presencial.